terça-feira, 11 de maio de 2010

Da morte não sei o dia

Há o instante da chegada
E o momento da partida.
Quanta vida eu já vivi?
Quanta resta a ser vivida?

São dois espelhos quebrados.
Dois vezes sete de má sorte.
Já vivi quatorze anos,
Quanto resta para a morte?

É fácil vê-la chegando
Em cada instante que passe
Pois se começa a morrer
No momento em que se nasce.

Vou caminhando pra morte,
Não decidi meu nascer.
Da morte não sei o dia,
Mas posso saber!


Pedro Bandeira - A márca de uma lágrima
Capítulo 12 - Página 101

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